
Todos vocês já devem ter ouvido sobre o “stop kony”, “invisible children” ou “kony 2012”. Resumidamente, é uma campanha para chamar a atenção das pessoas ao líder da guerrilha Lord’s Resistance Army (LRA), Joseph Kony, e suas atrocidades cometidas contra crianças. Ele é acusado de crimes de guerra: fazia crianças “segurar armas e matar pessoas” sob ameaças. Isso, a grosso modo, é o que conta o vídeo viral de trinta minutos da ONG Invisible Children .
Como o artigo do jornal americano Time discute, muitos têm questionado a validade do vídeo. Sim, as informações do vídeo estão de acordo com a realidade e essas atrocidades devem ser intensamente condenadas. Responsável por mortes, raptos e agressões sexuais, Kony forçou 66 mil crianças a lutar por ele e 2 milhões de pessoas a se deslocarem. Os números são assustadores, mas cada uma dessas pessoas não é apenas um mero “número” nas estatísticas: cada uma dessas crianças, que poderia ter um futuro melhor, teve sua vida arruinada pelas ações do cruel guerrilheiro, criminoso mais procurado pela Corte Penal Internacional.
Porém, numa outra análise, verifica-se um problema de dimensões maiores e raízes mais profundas. Os países da África são marcados pela corrupção (como indica o mapa de Índice de Percepção da Corrupção), péssimas condições de vida, baixíssimo nível de escolaridade (mapa de IDH) e baixo nível de democracia . Esses problemas geram ambientes mais propícios para atrocidades como as verificadas no vídeo KONY 2012.
Diante desse complicado contexto, é necessário tomar ações. É preciso divulgar ideias, informações e, desse modo, reunir pessoas que possam colaborar com o combate a esses problemas. O modo mais simples de realizar esse “combate” é através de doações a instituições confiáveis, como a Fundação das Nações Unidas (UNF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que oferece alimentação, educação e saúde a refugiados, e o Programa Alimentar Mundial (as doações podem ser realizadas pelos links). Outra opção é participar do projeto do grupo Artistas Universais , que utiliza a arte como modo de arrecadar doações e de chamar atenção a problemas que afetam o mundo.

