sábado, 10 de março de 2012

Pare Kony?



Todos vocês já devem ter ouvido sobre o “stop kony”, “invisible children” ou “kony 2012”. Resumidamente, é uma campanha para chamar a atenção das pessoas ao líder da guerrilha Lord’s Resistance Army (LRA), Joseph Kony, e suas atrocidades cometidas contra crianças. Ele é acusado de crimes de guerra: fazia crianças “segurar armas e matar pessoas” sob ameaças. Isso, a grosso modo, é o que conta o vídeo viral de trinta minutos da ONG Invisible Children .

Como o artigo do jornal americano Time discute, muitos têm questionado a validade do vídeo. Sim, as informações do vídeo estão de acordo com a realidade e essas atrocidades devem ser intensamente condenadas. Responsável por mortes, raptos e agressões sexuais, Kony forçou 66 mil crianças a lutar por ele e 2 milhões de pessoas a se deslocarem. Os números são assustadores, mas cada uma dessas pessoas não é apenas um mero “número” nas estatísticas: cada uma dessas crianças, que poderia ter um futuro melhor, teve sua vida arruinada pelas ações do cruel guerrilheiro, criminoso mais procurado pela Corte Penal Internacional.

Porém, numa outra análise, verifica-se um problema de dimensões maiores e raízes mais profundas. Os países da África são marcados pela corrupção (como indica o mapa de Índice de Percepção da Corrupção), péssimas condições de vida, baixíssimo nível de escolaridade (mapa de IDH) e baixo nível de democracia . Esses problemas geram ambientes mais propícios para atrocidades como as verificadas no vídeo KONY 2012.

Diante desse complicado contexto, é necessário tomar ações. É preciso divulgar ideias, informações e, desse modo, reunir pessoas que possam colaborar com o combate a esses problemas. O modo mais simples de realizar esse “combate” é através de doações a instituições confiáveis, como a Fundação das Nações Unidas (UNF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que oferece alimentação, educação e saúde a refugiados, e o Programa Alimentar Mundial (as doações podem ser realizadas pelos links). Outra opção é participar do projeto do grupo Artistas Universais , que utiliza a arte como modo de arrecadar doações e de chamar atenção a problemas que afetam o mundo.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Grafite Consciente


Pichar ou não, eis a questão. Principalmente entre artistas visuais pichar é uma questão muito polêmica, pois, ao mesmo tempo em que pode ser considerada como arte e, portanto, forma de expressão, também é motivo de muitas reclamações por parte de pessoas que afirmam que as pichações apenas destroem as cidades.

Afinal, pichação é arte? Claro, além disso, é uma forma de arte muito expressiva. Aliás, liberdade de expressão é algo importante nas sociedades humanas. Então isso quer dizer que proibir a pichação é um crime contra a liberdade? Não, é necessário rever os conceitos de liberdade: ser livre não significa poder incomodar os outros ou realizar ações que degradam obras públicas.

É essencial saber diferenciar as coisas. Uma pichação que pareça “legal” para um jovem pode ser desagradável para uma pessoa idosa. Basta ter um pouco de juízo: quem picha em lugar público deveria estar consciente de que nem todos gostam dessa forma de arte। Isso nada mais é do que a base pelas pessoas e pelos espaços públicos, que, pelo menos em tese, é de todos। Outro caso freqüente é a pichação em monumentos। A própria arte se contradiz: com certeza não é agradável ver uma obra arquitetônica coberta por pichações. Por outro lado, não há nenhum problema se alguém quiser pichar, em sua casa, num quadro ou num pedaço de concreto.

Um exemplo famoso de pichação desagradável é, infelizmente, o metrô de Paris que se encontra completamente pichado. Do ponto de vista público, isso deteriora a imagem do país e do transporte público, mostrando falta de respeito ao próximo. Por outro lado, a Bienal que está sendo realizada nesse mês é um bom exemplo do uso mais “racional” do grafite como arte, sem deteriorar nenhum bem público e, ao mesmo tempo, agradando aqueles que se interessam por tal forma de expressão. Portanto, vemos que há outras formas inteligentes de espalhar a arte do grafite como expressão e até como protesto diante de injustiças que muitos vivem. É necessário pôr em prática o grafite consciente.